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Vírus da febre amarela ainda circula em SP; cobertura vacinal é baixa

A vacina é segura e casos de efeitos adversos são raros

O verão, período mais crítico para infecção por febre amarela, terminou sem que a capital paulista e o Estado de São Paulo alcançassem a meta de vacinação da população, que é de 95%. Mas a campanha vai continuar. Além dos postos de saúde, shoppings, terminais de ônibus, parques, estações de trem e metrô têm oferecido o imunizante gratuitamente. Neste ano, até 18 de março, foram registrados 57 casos e 11 mortes do Estado. No ano passado, foram 504 registros e 176 óbitos. Não foram registrados casos na capital neste ano.

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Desde setembro do ano passado, a campanha de vacinação foi intensificada na capital, segundo Solange Maria de Saboia e Silva, coordenadora da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa), órgão da Secretaria Municipal da Saúde.

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“Estamos saindo dos postos de vacinação e ofertando a vacina em shoppings, terminais de ônibus. Temos a vacina em 464 UBSs (Unidades Básicas de Saúde), das quais 80 abrem aos sábados. A nossa meta é vacinar toda a população do município.” A lista de postos pode ser acessada no enedreço eletrônico a seguir: (http://buscasaude.prefeitura.sp.gov.br/).

Em áreas de mata e onde são localizados macacos com a doença, a vacinação é realizada nas residências. Segundo a coordenadora, a ação teve impacto. A cobertura passou de 58% em setembro para 79,26% até 20 de março, o equivalente a 9.270.658 de doses aplicadas. No entanto, mesmo com o salto, o índice está abaixo da meta.

No ano passado, após a morte de pessoas por causa da doença, houve uma corrida pela vacina. Quando a situação se estabilizou e o registro de novos casos se tornou mais lento, a procura pela imunização também diminuiu.

“Em 2017, o vírus começou a circular e, em 2018, tínhamos muito suscetíveis. Tivemos um maior número de macacos positivos e humanos. Neste ano, tivemos apenas um macaco no zoológico e não tivemos casos em humanos. Quando a população se sente protegida, opta por não se vacinar, não considera que seja prioridade”, diz a coordenadora.

No ano passado, a capital registrou 14 casos autóctones e seis mortes. “As pessoas precisam saber que colocar a carteira de vacina em dia é um cuidado de saúde, como é ir ao cardiologista, ginecologista.”

Infectologista da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde, Marcos Boulos diz que a infecção por febre amarela costuma diminuir no inverno por ser uma época com menor proliferação de mosquitos e pelo fato de as pessoas circularem menos em regiões de mata, tendo em vista que a doença é transmitida por mosquitos silvestres.

Mesmo assim, toda a população do Estado deve ser vacinada. “A doença veio para ficar. Essa vacina não tem o efeito em rebanho e só protege quem toma. Existe sempre o risco de as pessoas se infectarem. Uma pessoa pode morar no centro, ser convidada para comer uma feijoada na Cantareira e se infectar.” No Estado, segundo ele, a cobertura vacinal está em torno de 70%.

De acordo com Boulos, a região de maior risco de infecção é o litoral sul do Estado e as pessoas devem se vacinar ao menos dez dias antes de visitar a região.

A vacina é segura e casos de efeitos adversos são raros. “Algumas pessoas ainda têm dúvida em relação ao esquema vacinal. Deve-se tomar apenas uma dose, independentemente da fase da vida que recebeu. Se tomou aos nove meses, vale para o resto da vida”, explica Lígia Nerger, coordenadora do Programa Municipal de Imunizações.

O imunizante não é indicado para menores de nove meses, gestantes e pessoas com a imunidade comprometida. Os idosos devem seguir orientação médica antes de tomar a vacina. “Para qualquer vacina, se estiver na fase aguda da doença, com febre, recomenda-se esperar passar para tomar a vacina”, orienta Lígia. Com informações do Estadão Conteúdo.

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